União dos Estudantes Franceses Judeus acusa Twitter de permitir racismo

A União dos Estudantes Franceses Judeus entrou com uma ação buscando 38,5 milhões de euros (quase 100 milhões de reais) em danos criminais contra o Twitter e seu CEO Dick Costolo sobre a falha da companhia em identificar os responsáveis por uma série de mensagens antissemitas em outubro passado. O microblog replicou que a União é “arrogante”.

O sindicato entrou com uma ação em 29 de novembro solicitando à Suprema Corte de Paris para pedir ao Twitter que fornecesse informações que permitissem a identificação dos responsáveis por mensagens contrárias às leis francesas, em discurso de ódio e criando a hashtag #unbonjuif. Ele também pediu que o microblog fornecesse uma maneira simples para que os usuários franceses do serviço sinalizassem mensagens que seriam ilegais de acordo com essas leis. Quatro outras organizações antirracismo francês se juntaram ao pedido.

Em 24 de janeiro, o tribunal ordenou que o Twitter identificasse os envolvidos na criação das mensagens, que o microblog havia bloqueado em resposta à ordem judicial anterior. Foram concedidos à empresa 15 dias a partir do recebimento da ordem para que ela a cumprisse. Na época, o advogado do sindicato disse à imprensa francesa que a companhia iria apresentar uma queixa criminal se o microblog não divulgasse as informações de identificação dentro do tempo definido pelo tribunal.

Na última quarta-feira (20), o sindicato disse à AFP que tinha apresentado uma queixa criminal contra o Twitter e Costolo pela sua incapacidade de fornecer a informação. Ele se comprometeu a passar ao Memorial Shoah os 38,5 milhões de euros em danos que está buscando. Ao proteger o anonimato dos autores do discurso de ódio, o Twitter tornou-se seu cúmplice, disse o presidente do sindicato, Jonathan Hayoun, à AFP.

No entanto, o microblog disse nesta quinta-feira (21) que só “recebeu a ordem nos últimos dias” e que planeja apresentar um recurso contra a decisão de janeiro na sexta-feira (22).

“Como os novos documentos de ontem mostram, infelizmente eles estão mais interessados na arrogância do que em tomar o caminho internacional jurídico adequado para esses dados”, disse um representante do Twitter via e-mail. “Estamos entrando com o pedido de nossa apelação amanhã, e teríamos feito isso antes se não fosse pelo atraso intencional da União dos Estudantes Franceses Judeus no processamento da decisão do tribunal.”

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