70 Anos do Levante do Gueto de Varsóvia

Mensagem da FIERJ em Homenagem ao Soldado Desconhecido Brasileiro e aos 70 Anos do Levante do Gueto de Varsóvia.

No Gueto de Varsóvia, um habitante manteve um diário no qual registrou em agosto de 1942: “Ouvi no radio que um pais distante, o Brasil, foi atacado pelos submarinos nazistas e entrou na guerra.” Poucos meses depois, explode a Revolta do Gueto e, em agosto de 1943, aquele pais distante criou a Força Expedicionária Brasileira. Dois acontecimentos separados pela enorme distância, mas aproximados pela comunhão de ideais, cada qual de relevante significado na luta pela liberdade e pelos direitos humanos.

Por isso, estamos hoje aqui neste Monumento, recordando os pracinhas que na Itália combateram a mesma ideologia enfrentada pelos resistentes do gueto. Afinal veio a paz, mas a custo terrível, e decorridos 70 anos, assistimos estarrecidos à repetição das mesmas ameaças. Este ato de hoje se reveste de imenso capital simbólico, como dever de memória e também um alerta, fortalecido por acontecer no Brasil, reconhecido dentre a Comunidade das Nações. Somos pacifistas por natureza, mas nossos filhos não hesitaram em seguir para a guerra quando foi preciso, e nossas Forças de Paz estão sempre presentes, de Suez ao Haiti.

Neste Monumento, que abriga a ultima morada de tantos heróis brasileiros, e os nomes dos que tiveram o mar como tumulo, 70 anos depois estamos aqui com duplo propósito, de reverenciar a sua bravura, e recordar o heroísmo de um punhado de jovens sonhadores, sob o comando de Anilewicz e Frenkel, que tiveram o destemor de enfrentar uma batalha desigual durante 27 longas jornadas. De cabeça erguida, enfrentaram o inimigo muito superior militarmente na guerra sangrenta que se travou por trás dos muros do Gueto. Não era David a derrubar Golias, nem Macabeus expulsando os gregos. Mesmo assim, decidiram lutar, já sabendo que muito poucos poderiam sobreviver.

Neste mês de abril, recordamos o grande herói Tiradentes, inebriado pela esperança de Liberdade, ainda que tardia. Eram os mesmos ideais dos que lutaram na Europa contra a barbárie. O espírito dos defensores das fortalezas de Massada e Betar, enfrentando as legiões romanas, inspirou os jovens do Gueto. Vinte séculos depois, escreveram uma pagina de ouro da Historia Universal. Suas bandeiras permaneceram hasteadas até o ultimo momento à vista de toda a população de Varsóvia. Os pracinhas da FEB, Heróis de Monte Castello e Montese, e os combatentes do gueto serão para sempre lembrados. A memória da sua luta é a bandeira de todos que sonham com a Paz e com um mundo melhor, livre e pleno de justiça social.

Via Pletz

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