Israel pára dois minutos para assinalar Dia do Holocausto

Yom Hashoa Israel

Todas as cadeias de rádio e televisão difundiam desde dominho à noite emissões, documentários e filmes sobre o genocídio nazi, apresentando testemunhos de sobreviventes.

Ao som das sirenes, os automobilistas, os transportes públicos e os peões também pararam.

Este ano, as cerimónias são principalmente consagradas à memória dos combatentes do gueto de Varsóvia, por ocasião do 70. aniversário da revolta desencadeada contra os nazis, em abril de 1943.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em visita a Israel e aos territórios palestinianos, participa numa cerimónia no Yad Vashem, o monumento e museu em memória das vítimas do Holocausto, em Jerusalém.

Uma das seis tochas que assinalam o dia foi acesa, no domingo à tarde, no Yad Vachem, pela viúva de Peretz Hochman, um dos últimos combatentes do gueto de Varsóvia, que morreu na semana passada, com 83 anos.

O chefe do estado-maior das forças armadas israelitas, general Benny Gantz, partiu no domingo para a Polónia, onde vai liderar a “marcha dos vivos”, hoje, no antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Cerca de 192.000 sobreviventes do Holocausto residem atualmente em Israel, de acordo com dados das organizações de sobreviventes dos campos de extermínio.

Ao dar início às cerimónias, no domingo à tarde no Yad Vachem, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que “o ódio pelos judeus não desapareceu. Foi substituído pelo ódio ao Estado de Israel”.

Numa clara alusão ao Irão, Netanyahu disse que cabe ao Governo israelita impedir que aconteça um novo genocídio contra o povo judeu e garantiu: “Hoje não haverá mais um Holocausto”.

“Apreciamos os esforços da comunidade internacional para deter o programa nuclear iraniano, mas nunca deixaremos o nosso destino nas mãos de outros países, mesmo os nossos melhores amigos”, sublinhou Netanyahu.

Israel fixou o Dia do Holocausto uma semana antes da data da criação do Estado judaico e de acordo com o calendário hebraico, uma cerimónia que nos países ocidentais se realiza a 27 de janeiro, dia da libertação do campo de Auschwitz pelas tropas soviéticas.

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