A verdade sobre quem matou o menino Mohamed al Dura

O governo israelense se prepara para lançar um relatório encomendado no caso Dura que fala claramente sobre a “morte” do jovem árabe palestino, Mohamed al Dura, e que foi mencionado no Sof shavua israelense.

Isso ocorre em consonância com as conclusões alcançadas durante anos pelo cientista Naum Shahaf, seguido pelo falecido Gérard Huber e por Philippe Karsenty, que lideraram a batalha para trazer a verdade nos tribunais franceses, há mais de uma década.

O relatório informa que os meios de comunicação internacionais deveriam ser produzidos com um padrão mais rigoroso de relatar, de forma a impedir a divulgação de informações falsas e a construção de falsas narrativas em torno do conflito árabe-israelense.

Karsenty, ao receber a notícia do relatório, disse: “Agora que este relatório científico será lançado temos uma notícia muito boa. O próximo passo será a TV pública francesa, financiada pelo estado francês, admitir a responsabilidade por seu papel em produzir o pior libelo de sangue dos nossos tempos”, disse ele.

Em 2000, o exército israelense aceitou as acusações de que suas forças haviam atirado em Dura, que teriam sido os autor dos disparos, e que ele foi pego na linha de fogo do IDF na junção de Netzarim, na Faixa de Gaza, em 30 de setembro de 2000.

Depois de uma longa investigação, o Exército concluiu que não tinha atirado no menino, mas o estrago estava feito e as autoridades israelenses esperavam que o caso iria desaparecer.

Ao mesmo tempo, ativistas estrangeiros, incluindo Karsenty, continuaram a pressionar o Estado de Israel para rever sua posição oficial, tendo em vista a exploração maciça da imagem de Mohamed al Dura em meios de comunicação árabes muçulmanos e ocidentais.

O caso al Dura continua a repercutir nos círculos islâmicos. Por exemplo, antes de ser morto pela polícia francesa em 2012, em Toulouse, Mohamed Merah declarou que ele havia matado as crianças judias para vingar a morte de crianças palestinas em Gaza, enquanto outros se referem especificamente à “morte” de Mohamed al Dura.

A notícia da publicação do relatório é atribuída pelo Sof shavua ao membro do Knesset Nachman Shai. O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, revelou que a comissão de investigação tinha trabalhado discretamente e escrupulosamente, sob a direção do general Yossi Kuperwasser. A comissão foi composta por um grande número de especialistas e peritos científicos.

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