‘Muçulmanos sionistas’ combatem antissemitismo no mundo islâmico

Kasim Hafeez - muçulmano sionista

Um pequeno, mas crescente número de muçulmanos está rejeitando o discurso de ódio radical e combatendo o antissemitismo no mundo islâmico. No 4º Fórum Global de Combate ao Antissemitismo, realizado recentemente em Jerusalém, foi organizado um painel de discussão com ativistas muçulmanos que rejeitam fortemente a retórica do ódio.

Entre os participantes, Kasim Hafeez, um britânico muçulmano, que dirige The Israel Campaign – Many Voices, United for Israel, e o reverendo Majed El Shafie, defensor dos direitos humanos originário do Egito.

Hafeez disse que começou a mudar seu pensamento sobre Israel quando leu “A Case for Israel” [Em Defesa de Israel, Editora Nobel, 2004], de Alan Dershowitz, e confessou que pretendia usar a obra para aprender a desconstruir a “propaganda sionista”. “Mas comecei a ver que não podia mais manter minhas convicções, porque eu não tinha respostas para os argumentos pró-Israel e descobri que a doutrina islâmica radical com a qual cresci e minha própria crença na Jihad violenta não podiam mais sustentar aquela verdade na qual um dia acreditei”.

Essa percepção levou Hafeez a visitar Israel. “Eu esperava que a visita fosse uma experiência negativa, que me permitiria voltar às minhas crenças anteriores”. Mas ele se apaixonou por Israel à primeira vista: “É difícil não apoiar Israel: encontrei israelenses que não são antiárabes, nem anti-Islã e vi que este não é um Estado de apartheid”.

“Os motoristas israelenses são loucos, tudo bem, mas fora isso este é um país maravilhoso, com uma diversidade impressionante. Passe 10 minutos em Jerusalém, e você verá quão ridícula é essa história de apartheid”, constatou.

O reverendo El Shafie, fundador da One Free World International, uma organização baseada no Canadá, que defende as minorias religiosas no mundo, ecoou sentimentos semelhantes. Muçulmano que se converteu ao cristianismo e obteve asilo político no Canadá, ele acredita que o silêncio dos muçulmanos moderados é mais perigoso do que o aumento de extremistas. “Temos que falar. A solução deve vir de dentro da comunidade muçulmana”.

Ele afirmou que há “um novo tipo de antissemitismo, que usa máscara. Ele não visa os judeus, mas Israel. Israel pode ser criticado, mas duas premissas fundamentais são indiscutíveis: seu direito de existir e seu direito de se defender”.

Leia mais (em inglês)

Veja entrevista dada por ambos ao canal Arutz Sheva – Israel National News.

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