Israel pode participar de projeto humanitário da comunidade judaica na Guiné

O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, participou de 21 a 23 de outubro, em Jerusalém, de reunião do Comitê Executivo do Congresso Judaico Mundial. Na capital israelense, ele encontrou o ministro Zeev Elkin, encarregado das Relações Exteriores de Israel, a pedido do prêmio Nobel da Paz Ramos-Horta, que esteve recentemente no Brasil.

“Conversamos sobre futura ação do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) na Guiné-Bissau, e Elkin sinalizou positivamente sobre o envolvimento de seu governo neste projeto, previsto para iniciar em janeiro de 2014”, disse Lottenberg. A Conib tem um protocolo assinado com o Itamaraty para levar ajuda humanitária a países em desenvolvimento, e o HIAE já se envolveu em projetos, por exemplo, no Haiti.

Com a presença de ministros israelenses e de 40 líderes das 12 maiores comunidades judaicas do mundo, o congresso em Jerusalém debateu a situação das comunidades judaicas da América Latina, as limitações à liberdade de religião, especificamente o abate kosher e a circuncisão, as relações Israel – Diáspora, os partidos de extrema direita na Bulgária, Grécia, Hungria e Ucrânia.

Tzipi Livni, ministra da Justiça de Israel, falou sobre a importância de um acordo de paz entre israelenses e palestinos: “Numa situação em que não se chegou a um acordo político, e as negociações estão paralisadas, não podemos convidar empresários e investidores para trazer suas ideias, talento e dinheiro para cá. A realidade é que, sem um acordo político, poderemos ter um Estado palestino imposto sobre nós e, em vez de proteger nossos interesses nacionais, financeiros e de segurança, seremos forçados a lidar com uma entidade que não tem em absoluto essas preocupações”, afirmou ela aos líderes judeus.

O ministro das Finanças de Israel, Yair Lapid, observou que aquilo que ocorre com um judeu em qualquer parte do mundo diz respeito a todos os judeus, no mundo inteiro: “Se lápides estão sendo profanadas em um cemitério judaico na Ucrânia, está acontecendo comigo; se os muçulmanos estão apunhalando um rabino judeu nas ruas de Paris, está acontecendo comigo”.

Avigdor Lieberman, presidente do comitê Knesset [Parlamento de Israel] para Relações Exteriores, disse que os problemas reais no Oriente Médio não têm ligação para o conflito israelo-palestino: “Ficou claro, pelo que está acontecendo na Síria e no Egito, que o problema é principalmente interno e doméstico. Não são os judeus os causadores- é a ala radical islâmica na sociedade árabe”.

Entre os israelenses, estiveram também Silvan Shalom, ministro de Energia e Água; Moshe Ya’alon, ministro da Defesa; Naftali Bennett, ministro da Economia e Comércio.

Participam do evento Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, Chella Safra, tesoureira do CJM, e líderes judeus dos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, Canadá, Argentina, Alemanha, Hungria, Ucrânia, Austrália, Brasil e África do Sul. O encontro teve também a presença dos embaixadores dos EUA, Rússia e Alemanha em Israel.

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