Criador do Waze mostra uma das muitas contribuições de Israel ao mundo

Uri Levine - Criador do Waze

Uri Levine, criador do aplicativo Waze, deu palestras recentemente em São Paulo para empresários e lideranças judaicas, no Fundo Comunitário e no Movimento Empreenda, uma iniciativa da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Globo. A palestra no Movimento Empreenda foi gravada (com tradução simultânea). ASSISTA NA ÍNTEGRA.

O aplicativo, que ajuda 50 milhões de pessoas no mundo inteiro a fugir do trânsito, foi vendido ao Google no ano passado, por US$ 1,1 bilhão. Levine disse que o Brasil é o segundo maior mercado para o Waze, atrás apenas dos Estados Unidos. Para conferir, perguntou à plateia quem usa o Waze; poucos não levantaram a mão. O aplicativo tem 10 milhões de usuários no Brasil – cerca de 20% da frota nacional.

“Há somente duas motivações para empreender: sonho e paixão. Faça o que você ama”, recomendou Levine. O empreendedor traçou uma cronologia do projeto, que chama de “Jornada Waze”, expondo dificuldades, estratégias e soluções. Mostrou também abordagens diferentes, com diversas quebras de paradigma. “Foco não é o que fazemos, mas o que não vamos fazer”.

Contou sobre o mecanismo do Waze, em que todos os mapas são gerados pelos usuários. Pela maneira que as pessoas fazem seus caminhos, o sistema automaticamente constrói as rotas. Em um ponto em que ninguém virá à esquerda, o Waze entende que é contramão. Quando vários motoristas dirigem vagarosamente, o sistema entende que há muito tráfego e passa a disponibilizar rotas alternativas. A capacidade de coletar dados em tempo real reflete as mudanças como, por exemplo, uma rua bloqueada. E assim que o primeiro veículo entrar novamente na rua, o sistema entende que a ela foi liberada.

Com sua paixão pelo empreendedorismo, sempre quis que o Waze fosse o melhor lugar para se trabalhar. Ressaltou a importância de se definir o DNA e a missão da empresa logo no inicio. “Todas as empresas devem responder com clareza as seguintes perguntas: O que fazemos? Qual a diferença do meu serviço? Quem precisa disto?”

Com humor, Uri abordou a dificuldade na busca de financiamentos, que considera uma das partes mais difíceis de seu trabalho. “Eu recebi mais não de investidores do que de mulheres em toda a minha vida”.

Reforçou também a importância da utilização das redes sociais e de entender quem são os usuários e qual os problemas deles. “É preciso se apaixonar pelo problema, pois as soluções mudam, e é necessário encontrar algo que funcione. Veja o mundo sob o ponto de vista do consumidor, fora do escritório.”

Outro tema recorrente foi o fracasso e o medo de errar. “Temos que entender que o erro é inevitável, então, erre rápido e melhore logo o seu produto. O importante é termos agilidade para corrigirmos os problemas e mudarmos a mentalidade rapidamente. Se você for vagaroso, alguém será mais rápido. E caso descubra que algo que não funciona, ótimo, pois você não cairá na mesma armadilha.”

Enfatizou que ao lançar um serviço não se deve preocupar com a má reputação inicial. “Não podemos ter medo de lançar algo que ainda não esteja pronto, pois o maior inimigo do bom é o perfeito. O mercado tem milhões de pessoas: se o produto ou serviço falhar, mude o nome. Se os primeiros usurários forem embora, tudo bem. Eles já foram fundamentais para entender os erros.”

Movido pela paixão de empreender, Levine é atualmente presidente da Feex, “o Robin Hood das Taxas”, que analisa os dados financeiros de uma comunidade e compara com o valor que um indivíduo paga em taxas.

No início de 2014, trouxe ao Brasil o Moovit, que oferece informações quanto aos horários de saída e chegada do transporte coletivo e planeja viagens utilizando todos os meios disponíveis. É ainda investidor em start-ups e mentor de jovens empresários.

Como mensagem final, enfatizou: “Uma start-up só dá certo com muita paixão.”

Via CONIB

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