Presidente de Israel pede desculpas ao Brasil por fala de porta-voz

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O Palácio do Planalto divulgou nota na última segunda, 11 de agosto, informando que a presidenta Dilma Rousseff recebeu chamada telefônica do presidente de Israel, Reuven Rivlin.

Segue abaixo íntegra da nota:

“Na conversa dos dois mandatários, o Chefe de Estado israelense apresentou desculpas pelas recentes declarações do porta-voz de sua Chancelaria em relação ao Brasil. Esclareceu que as expressões usadas por esse funcionário não correspondem aos sentimentos da população de seu país em relação ao Brasil. A Presidenta fez referência aos laços históricos que unem os dois países há várias décadas.

Na conversação dos dois dirigentes foi evocada a grave situação atual da Faixa de Gaza. O mandatário israelense afirmou que o país estava defendendo-se dos ataques com mísseis que seu território vinha sofrendo.

A presidenta Dilma afirmou que o governo brasileiro condenara e condena ataques a Israel, mas que condena, igualmente, o uso desproporcional da força em Gaza, que levou à morte centenas de civis, especialmente mulheres e crianças. Reiterou a posição histórica do Brasil em todos os foros internacionais de defesa da coexistência entre Israel e Palestina, como dois Estados soberanos, viáveis economicamente e, sobretudo, seguros.

Manifestando sua esperança de que a continuidade do cessar-fogo e as negociações atuais entre as partes possam contribuir para uma solução definitiva de paz na região, a Presidenta do Brasil enfatizou que a crise atual não poderá servir de pretexto para qualquer manifestação de caráter racista, seja em relação aos israelenses, seja em relação aos palestinos”.

O presidente de Israel assumiu a mesma postura adotada pelo presidente da Conib, Claudio Lottenberg, externada em entrevista à jornalista Mônica Bergamo e em nota da Conib, divulgada em 27 de julho..

Lottenberg concedeu também entrevista ao programa Shalom Brasil, em que afirma que comunidade judaica brasileira “não deve defender somente a legitimidade de Israel, mas também pressionar para que ocorra o diálogo no Oriente Médio”. ASSISTA (a entrevista é anterior ao telefonema de Rivlin a Dilma).

O assessor presidencial Marco Aurélio Garcia afirmou que “as desculpas de Rivlin deixam clara a disposição dos dois governos de manter as relações históricas” e considerou o episódio encerrado. Leia mais.

 

CONIB via e-mail

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