Comentário sobre Parashat Matot-Massei

Matot-Massei

Moyses Sadigursky

A porção da Torá desta semana, denominada Matot (tribos) – Massei (viagens ou jornadas), inicia com Moises ensinando as leis e restrições relativas à Nedarim (promessas) e Shevuot (juramentos). O homem que fizer uma promessa ou um juramento deverá cumprir, pois a quebra constituirá em pecado. Em relação às mulheres fala sobre o papel dos pais e dos maridos quando são casadas. Um pai ou marido que ouvir respectivamente a filha ou a sua mulher fazer uma promessa ou juramento e não se manifestar, estes têm que ser cumpridos. Entretanto se achar exagerados ou rigorosos eles podem anulá-los.

Segue relatando que o povo de Israel luta contra Midian e mata os cinco reis Midianitas e todos os homens incluindo Bilam. Moises se aborrece e critica os oficiais porque as mulheres Midianitas foram aprisionadas já que elas influenciaram o comportamento imoral do povo de israel. Os espólios de guerra são contados e repartidos entre as tribos e uma oferenda é entregue a Moises e Eleazar e colocada no tabernáculo. Não houve nenhuma morte dos filhos de israel.

As leis de Kasherização de utensílios são ensinadas. Utensílios de metal são levadas ao fogo e utensílios de outros materiais devem ser lavados.

As tribos de Gad e Reuven que possuem grandes rebanhos pedem a Moises para permanecerem onde estão e não atravessarem o rio Jordão em direção a terra prometida. Justificam que o local onde se encontram é apropriado para pasto do seu gado. Moises inicialmente é contra alegando que isto poderá desanimar as outras tribos. Eles asseguram a Moises que primeiro ajudarão a conquistar a terra e depois retornarão ao lado oeste do rio Jordão. Moises concorda.

O trecho correspondente a Massei enumera os quarenta e dois acampamentos durante os quarenta anos do Êxodos do Egito até o cruzamento do rio Jordão a caminho da terra prometida.

D’us comanda o povo de Israel a expulsar os canaanitas da terra prometida e destruir todos os vestígios de idolatria. O povo é alertado de que se falhar em expulsar completamente os canaanitas da terra, aqueles que permanecerem serão “alfinetes em seus olhos e espinhos nos lados de seu corpo”.

Os limites da terra de Israel são definidos, e as tribos são comandadas a separarem quarenta e oito cidades para os levitas que não foram contemplados com uma porção regular na divisão da terra.

Cidades de refúgio devem ser estabelecidas como moradia de alguém que cometeu assassinato não intencional. Esta orientação parece pouco compreensível, pois se espera que hajam muitos assassinatos involuntários para os autores ocuparem essas cidades. Os sábios interpretam que qualquer transgressão da vontade divina é uma forma sutil de “assassinato inadvertido”.  Assassinato porque isto quebra o fluxo de vitalidade da fonte de vida à alma do transgressor e inadvertido porque um ato de pecado é sempre contrário a verdadeira vontade do transgressor que está enganado pelas distorções impostos pelo seu lado animal.

Para aquele que espiritualmente “assassina uma alma desprevenida” devem ser estipuladas seis “cidades de refúgio” espirituais. Isto é as seis Mitzvot constantes que se aplicam a cada judeu em todos os tempos e circunstancias (1. Acreditar em D’us, 2. Reconhecer sua unicidade, 3. Renunciar a idolatria, 4. Amar a D’us, 5. Temer a D’us e 6. Fugir da tentação do pecado). Devem estar prontamente acessíveis a alguém que busca por refúgio de suas faltas e falhas, seja lá quem for ou onde quer que esteja e tenha vontade de retificar sua vida.

Porem um refúgio é de pouca serventia se ele for inacessível ou se sua localização for desconhecida. É da responsabilidade da comunidade sinalizar as estradas, repará-las e ampliá-las, remover todos os impedimentos e obstáculos e colocar sinais em todos os cruzamentos e apontar o caminho do refúgio da Torá.

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