VAETCHANAN (E ROGUEI)

Vaetchanan

Mauro Brachmans

Às portas do rio Jordão, à véspera da entrada na terra prometida, Moisés roga ao Eterno que o permita passar junto ao povo, após a longa jornada à sua frente desde a saída do Egito e durante quarenta anos através do deserto. Esse privilégio lhe havia sido negado por causa do episódio em que, orientado a ordenar que da pedra saísse a água que saciaria a sede do povo, ele a feriu com seu cajado por duas vezes. Os estatutos do Eterno não devem ser aumentados ou diminuídos, mas seguidos tal qual nos foram passados.

Mesmo com todos os méritos de tantos anos de sacrifícios pessoais na liderança e condução do nosso povo da escravidão à liberdade física e espiritual, o pedido não foi atendido. Contudo, o Eterno lhe concedeu ao menos a possibilidade de ver de longe a terra. E o instou a que encorajasse a Josué a aceitar o desafio de lhe suceder.
Em seguida, Moisés recorda os 10 mandamentos e lembra a importância de sua transmissão aos filhos e netos, de geração a geração. Nossos sábios afirmam que o ensino das crianças não deve ser suspenso nem mesmo para construir o Templo de Jerusalém. LE DOR VA DOR.

Caros amigos, somos seres humanos e não santos. Erramos e continuamos a errar. E nos desculpamos no YOM KIPUR pelos erros passados e então iniciamos um novo ciclo de erros. O judaísmo e todos os mandamentos e ensinamentos que recebemos levam isso em consideração. Mas é nosso dever buscar supera-los, continuamente. Se não pudermos nos tornar pessoas melhores amanhã, de que nos serve esse amanhã?

A repetição da lembrança desses valores nos conduz ao seu cumprimento de forma cada vez mais natural. Não pela força da mente, mas pela do coração. E assim, vivemos em paz. Vivemos em paz quando não temos remorsos a sentir por roubar, ofender, prejudicar de alguma forma ou – Deus nos livre – matar alguém. Vivemos em paz quando respeitamos nossos pais e irmãos, família, comunidade e a todas as pessoas. Vivemos em paz quando não nos deixamos envenenar pela inveja ou pelo ódio. Quando lembramos de nossa finitude e de, diante dela, quão ridículos e insensatos são a vaidade e o orgulho. Vivemos em paz quando somos espontaneamente gentis. Quando, em paralelo aos nosso justos e honrados esforços pela conquista de prosperidade material, também cultivamos a prosperidade da alma. Cuidar dessas coisas é, enfim, amar a Deus.

SHABAT SHALOM!

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