Parashat Shoftim (Juízes)

Marcos “Moti Sefaradi” Wanderley

parasha-shoftim

Esta é a 48ª porção da Torá – Pesukim 16:18-21:9 – Haftará: Isaías 51:12-52:12

A parashá desta semana determina que o povo de Israel designe juízes e policiais para todas as cidades com o objetivo de julgar o povo com reto juízo. É proibido o suborno, bem como a distorção dos fatos. Portanto, deve-se promover a justiça ao extremo sem distinção e esta é a condição para herdar a terra que o Eterno prometeu ao povo.
É proibido erigir qualquer forma que suscite idolatria (Asherá), nem árvore, nem lápide com finalidade de adoração ao Eterno. A parashá apresenta ordenanças com a proibição de elevar Korbanot (sacrifícios) de animais defeituosos. Em seguida há a descrição da idolatria e a punição para tal transgressão que é a morte através de apedrejamento, pois o Eterno exige que o povo seja santo.
As decisões dos tribunais não podem contradizer as mitzvot descritas na Torá. O povo judeu pode ter rei, eleito por H’Shem ou descendente do rei anterior. Não se pode ficar rico de forma desmedida, o que nos leva a concluir que deve haver um equilíbrio de finanças no meio do povo. |Percebemos, então, a importância do direito igualitário, porém de acordo com o esforço sem faltar nada para o outro. O rei deverá escrever duas cópias da Torá diante dos sacerdotes-levitas para ler todos os dias de sua vida e aprender a temer ao Eterno – esta é uma das prerrogativas para fazermos a leitura anual da Torá nos dias de hoje… Conhecemos ao Eterno através do estudo e do cumprimento da mitzvot – não devemos nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. Entramos no mês de Elul, estamos nos aproximando de Rosha Hashaná e Yom Kipur… Este é um mês de reflexão – Temos um chamamento do Eterno para aumentarmos nossa reflexão em relação às atitudes do cotidiano diante de H’Shem e do próximo.
Os sacerdotes-levitas não herdam a terra e sim o Eterno é a sua própria herança. Eles são mantidos pelos outros israelitas através das oferendas e dízimos. O Serviço ao Eterno tem um destaque especial, daí percebemos a importância do equilíbrio material e espiritual para a sobrevivência e existência de todo o povo.
Ao povo está terminantemente proibido o sacrifício humano, nem agoureiro, nem astrólogo, nem advinho, nem feiticeiro, nem encantador de animais, nem necromante, nem quem consulte os mortos, pois tudo isto é abominável ao Eterno, pois a nossa confiança deve-se exclusivamente ao Eterno. Estas eram(são) práticas de outros povos. O Eterno colocou no meio do povo os profetas verdadeiros com características para identificá-los. O profeta que falar algo em Nome do Eterno que Ele não ordenou, morrerá, pois não se cumprirá aquilo que o Eterno não falou.
Há leis sobre o assassinato; falso testemunho; restituição pelo mal causado ao outro; regras sobre guerra contra os inimigos; satisfação que os policiais devem dar à população sobre diversas situações de conflito; regras quando um homem desposar uma mulher.
Apesar da guerra, antes devemos oferecer a paz e há regras bem definidas pela Torá.
A parashá é finalizada com o procedimento a ser tomado quando encontrar um cadáver quando não se sabe quem o matou…

A Parashat Shofetim, basicamente enfatiza o respeito ao Eterno e às Mitzvot, o equilíbrio que deve haver para o bom funcionamento de uma sociedade em que se misturam questões religiosas e sociais. Portanto, os princípios sociais e de justiça descritos na Torá influenciaram principalmente a sociedade ocidental acerca das leis universais dos direitos humanos e de justiça formal de cada país onde existe uma Constituição.
Que através desta porção da Torá possamos refletir sobre nossas atitudes cotidianas espirituais e materiais e que renovemos nossa reflexão ao que devemos fazer para evoluirmos todos os dias de acordo com os preceitos da Torá e nossa consciência com a finalidade de sermos pessoas melhores, transformando nossa mente também em um tribunal particular de justiça…

Shabat Shalom Umevorach

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