Parashat Vaieshev – E habitou (Bereshit 37:1-40:23; Haftará: Amós 2:6-3:8)

Marcos “Moti Sefaradi” Wanderley

parashat-vayashev

Nosso terceiro patriarca Yaakov habitou a terra prometida que antes era conhecida como terra de Canaã. Os irmãos de Yossef tinham disputas familiares por perceberem que seu pai amava mais ao primogênito… Eles o odiavam também pelos sonhos reveladores de seu irmão. Yaakov reprendeu a Yossef porque ele revelou que seu pai e seus irmãos iriam prostrar-se diante dele. Os irmãos, com ódio, tramaram sua morte jogando-o no poço e depois decidiram que deveriam vendê-lo aos Midianitas por 20 pratas. Mas não o encontraram mas no poço. Então degolaram um cabrito e molharam a túnica de Yossef com sangue para mostrar ao seu pai.
Yossef foi comprado no Egito por Potifar, oficial do Faraó. O Eterno fez de Yossef, um homem próspero. Yossef teve vários sonhos reveladores e isto o fez ter destaque mesmo sendo um prisioneiro.

Segundo o comentarista Seforno Rabbenu Ovadiah (1475-1550 – comentarista italiano do século XV), Yossef cometeu um grave erro ao revelar sobre o sonho em que ele mostrava a sua autoridade a todos em algum momento da vida. Isto provocou uma fúria, relatava seus privilégios enquanto demonstrava a desvantagens de seus irmãos.
Deste comportamento de Yaakov podemos depreender vários ensinamentos: nunca devemos provocar a fúria no outro, principalmente se o outro não reage ao teu comportamento imediatamente; não podemos ter soberba; devemos buscar a paz e não provocar a fúria no outro; se temos que exercer posição de liderança, devemos conquistar o respeito e autoridade e não impor. A imposição e a humilhação podem provocar fúria, inveja, maledicência e vingança. Portanto, nossas atitudes e nosso comportamento devem ser em boa medida para que conquistemos as pessoas e não a as afastemos e nem cometam nenhum atentado contra nós.

Sábado, à noite – 25 de Kislev começamos uma outra festa (com duração de oito dias) que salvou o nosso povo de sucumbir religiosamente e, consequentemente, nossa morte física: Chanuká. Os eventos que ocorreram foram na época do Segundo Templo, durante o domínio grego da dinastia selêucida. Foi a primeira vez que começaram perseguições mais contundentes ao nosso povo.
Era por volta do ano 333 a.e.c que começaram as conquistas de Alexandre Magno com o helenismo invadindo a região dividida entre a dinastia de Ptolomeu e a dos Selêucidas. Tudo ia bem, até que formou-se uma rica aristocracia judia ligada ao governo que enriqueciam às custas de camponeses judeus através de alta cobrança de impostos. Este grupo aristocrático era chamado de helenizantes, pois abandonaram as tradições judaicas.
A partir daí, o rei selêucida Antíoco IV começou a propagar a cultura grega, espalhando o helenismo com muita sagacidade. A religião judaica começou a ser perseguida e o povo judeu foi proibido do cumprimento dos preceitos judaicos, transformando o Templo de Jerusalém em um santuário consagrado a Zeus. Esta profanação acabou provocando, pela primeira vez, o Kidush Hashem em massa que consistia em uma resistência passiva e que, em pouco tempo, ficou mais acirrada liderada pelos Hasmoneus (Macabeus) – tribo de sacerdotes judeus com duração de vinte anos.
Então ocorreu a revolta dos Macabeus em Modiin liderada pelo Cohen Matitiahu, situada nas colinas ao leste da cidade de Lod. Logo o cohen assassinou aos gregos que queriam sacrificar porcos no altar do Templo. O Cohen disse “Quem está com D’s, que venha comigo”. Depois da quarta batalha, dois anos depois, o filho de Matitiahu (neste momento já falecido), Iehudá Macabi libertou Jerusalém em 164 a.e.c.. Em seguida, o Templo foi purificado e os ídolos destruídos. Entretanto, restava um pouco de azeite para queimar no candelabro (Menorá) apenas um dia. Para produzir mais azeite eram necessários 8 dias e o azeite durou 8 noites milagrosamente. Tivemos uma vitória espiritual e militar e a Menorá continuou acesa durante 8 dias até o novo azeite ser produzido.
CHANUCÁ – CHANU – descansaram e CÁ – com as letras CAF e HE, cujo valor numérico é 25, os macabeus descansaram no dia 25 de Kislev. O historiador Flávio Josefo Chama esta festa de “Festa das Luzes” e no livro dos Hasmoneus de “Festa de Sucot de Kislev” em memória da última festa de Sucot antes da libertação de Jerusalém.

Em comemoração a este tempo glorioso, festejamos as luzes da Chanukiá logo depois do anoitecer num lugar visível, normalmente na janela a fim de divulgar o milagre. Lembrando a forma como devemos acender a cada dia de acordo a figura abaixo.; o número da vela corresponde a primeira que deve ser acesa depois do Shamash que nesta figura fica à esquerda.

Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash (a luz escrava), depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.


Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.

Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.


Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Shabat Shalom Umevorach

Chanuká – Fontes:
Sidur Completo
Chabad.org

Nosso terceiro patriarca Yaakov habitou a terra prometida que antes era conhecida como terra de Canaã. Os irmãos de Yossef tinham disputas familiares por perceberem que seu pai amava mais ao primogênito… Eles o odiavam também pelos sonhos reveladores de seu irmão. Yaakov reprendeu a Yossef porque ele revelou que seu pai e seus irmãos iriam prostrar-se diante dele. Os irmãos, com ódio, tramaram sua morte jogando-o no poço e depois decidiram que deveriam vendê-lo aos Midianitas por 20 pratas. Mas não o encontraram mas no poço. Então degolaram um cabrito e molharam a túnica de Yossef com sangue para mostrar ao seu pai.
Yossef foi comprado no Egito por Potifar, oficial do Faraó. O Eterno fez de Yossef, um homem próspero. Yossef teve vários sonhos reveladores e isto o fez ter destaque mesmo sendo um prisioneiro.

Segundo o comentarista Seforno Rabbenu Ovadiah (1475-1550 – comentarista italiano do século XV), Yossef cometeu um grave erro ao revelar sobre o sonho em que ele mostrava a sua autoridade a todos em algum momento da vida. Isto provocou uma fúria, relatava seus privilégios enquanto demonstrava a desvantagens de seus irmãos.
Deste comportamento de Yaakov podemos depreender vários ensinamentos: nunca devemos provocar a fúria no outro, principalmente se o outro não reage ao teu comportamento imediatamente; não podemos ter soberba; devemos buscar a paz e não provocar a fúria no outro; se temos que exercer posição de liderança, devemos conquistar o respeito e autoridade e não impor. A imposição e a humilhação podem provocar fúria, inveja, maledicência e vingança. Portanto, nossas atitudes e nosso comportamento devem ser em boa medida para que conquistemos as pessoas e não a as afastemos e nem cometam nenhum atentado contra nós.

Sábado, à noite – 25 de Kislev começamos uma outra festa (com duração de oito dias) que salvou o nosso povo de sucumbir religiosamente e, consequentemente, nossa morte física: Chanuká. Os eventos que ocorreram foram na época do Segundo Templo, durante o domínio grego da dinastia selêucida. Foi a primeira vez que começaram perseguições mais contundentes ao nosso povo.
Era por volta do ano 333 a.e.c que começaram as conquistas de Alexandre Magno com o helenismo invadindo a região dividida entre a dinastia de Ptolomeu e a dos Selêucidas. Tudo ia bem, até que formou-se uma rica aristocracia judia ligada ao governo que enriqueciam às custas de camponeses judeus através de alta cobrança de impostos. Este grupo aristocrático era chamado de helenizantes, pois abandonaram as tradições judaicas.
A partir daí, o rei selêucida Antíoco IV começou a propagar a cultura grega, espalhando o helenismo com muita sagacidade. A religião judaica começou a ser perseguida e o povo judeu foi proibido do cumprimento dos preceitos judaicos, transformando o Templo de Jerusalém em um santuário consagrado a Zeus. Esta profanação acabou provocando, pela primeira vez, o Kidush Hashem em massa que consistia em uma resistência passiva e que, em pouco tempo, ficou mais acirrada liderada pelos Hasmoneus (Macabeus) – tribo de sacerdotes judeus com duração de vinte anos.
Então ocorreu a revolta dos Macabeus em Modiin liderada pelo Cohen Matitiahu, situada nas colinas ao leste da cidade de Lod. Logo o cohen assassinou aos gregos que queriam sacrificar porcos no altar do Templo. O Cohen disse “Quem está com D’s, que venha comigo”. Depois da quarta batalha, dois anos depois, o filho de Matitiahu (neste momento já falecido), Iehudá Macabi libertou Jerusalém em 164 a.e.c.. Em seguida, o Templo foi purificado e os ídolos destruídos. Entretanto, restava um pouco de azeite para queimar no candelabro (Menorá) apenas um dia. Para produzir mais azeite eram necessários 8 dias e o azeite durou 8 noites milagrosamente. Tivemos uma vitória espiritual e militar e a Menorá continuou acesa durante 8 dias até o novo azeite ser produzido.
CHANUCÁ – CHANU – descansaram e CÁ – com as letras CAF e HE, cujo valor numérico é 25, os macabeus descansaram no dia 25 de Kislev. O historiador Flávio Josefo Chama esta festa de “Festa das Luzes” e no livro dos Hasmoneus de “Festa de Sucot de Kislev” em memória da última festa de Sucot antes da libertação de Jerusalém.

Em comemoração a este tempo glorioso, festejamos as luzes da Chanukiá logo depois do anoitecer num lugar visível, normalmente na janela a fim de divulgar o milagre. Lembrando a forma como devemos acender a cada dia de acordo a figura abaixo.; o número da vela corresponde a primeira que deve ser acesa depois do Shamash que nesta figura fica à esquerda.

ordem-velas-chanuka

Luzes, velas, ação!

Primeiro, acende-se o shamash (a luz escrava), depois pronuncia-se as seguintes bênçãos:

1. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.

bracha-shamash-de-chanuka
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.

2. Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, sheassá nissim laavotênu, bayamim hahêm, bizman hazê.

bracha-chanuka

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que fez milagres para nossos antepassados, naqueles dias, nesta época.

Na primeira noite ou pela primeira vez, acrescenta-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiyánu lizman hazê.

bracha-chanuka-primeira-noite
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Shabat Shalom Umevorach

Chanuká – Fontes:
Sidur Completo
Chabad.org

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