Parashat Tetzaveh -Êxodo 27: 20-30: 10 Glória e Esplendor

S

Rogério Palmeira

Nesta porção da Torá, curiosamente não é a única entre o início do livro de Exodo até o inicio de Deuteronômio onde não há menção ao nome de Moshé. As referências a Moshé são feitas como ‘Vê Atah” ( E Você…). Naturalmente a proximidade desta parashah com a data de 07 de Adar, data da morte de Moshé…sempre foi correlacionada com esta omissão, buscando significados em que a missão do Profeta superasse seu próprio nome. Estamos nos aproximando do fim de uma vida de 40 anos dedicados ao povo Israelita e a transmissão da Palavra de Hashem.
O nome da parashah Tetzaveh- e “ordenarás…” – refere-se as instruções relacionadas com atividades para construção do Santuário Portátil e Móvel, o MIshkan. Nesta parashah também D’us designa Aron e seus filhos como sacerdotes ( Kohanim). Ordena também sobre a roupa sacerdotal e do processo de santificação dos Kohanim- um processo que deve durar 07 dias. Aaron também é ordenado a fazer oferendas de incenso a Deus todas as manhãs em um altar. Deus explica que uma vez por ano Aaron fará uma oferenda nesse altar para expiar todos os pecados dos israelitas.
As roupas rituais complexas do Kohen Gadol (o Sumo Sacerdote )- ricamente decorada e resplandecente em ouro e adornos de pedras preciosas.). A parashah termina com uma breve descrição do altar de ouro sobre o qual o incenso será oferecido e como ele também deve ser consagrado. Observamos que o foco mudou da construção de coisas materiais (Aron Hakodesh-arca sagrada na parashah anterior e do Ner Tamid-“Chama Eterna’ nesta) para a figura do Kohen. Do material para a função.
A função religiosa recebe um destaque especial. Como todos os outros utensílios que serão usados ​​no Mishkan, as vestes sacerdotais devem ser feitas dos melhores materiais, para serem funcionais e esplêndidas. O traje do sumo sacerdote especialmente é muito simbólico da responsabilidade do Kohen Gadol de servir em nome do povo. O rabino cabalista medieval Ramban (Rabi Moisés Ben Nachman) observa que o mandamento de vestir o Sumo Sacerdote em vestidos de glória (kavod) e esplendor (tiferet) não é apenas para melhorar o estatuto do próprio sacerdote, mas também para realçar a glória de Deus. Kavod e tiferet são Sefirot, termos cabalísticos para emanações de D’us. A descrição de um peitoral de ouro e doze pedras preciosas e semipreciosas, dispostas em quatro fileiras de três. A Torá afirma que “as pedras serão com os nomes dos filhos de Israel, doze em seus nomes, gravadas, cada pessoa com o seu nome nele será para as doze tribos”. Mais tarde, no final da seção, nos é dito “e Aharon [o sumo sacerdote] levará os nomes dos filhos de Israel no Peitoral do Juízo em seu coração quando ele entra no lugar santo como uma lembrança diante de Deus, sempre . ” O velho cabalista espanhol então chama atenção que as roupas usadas pelo Sacerdote, simbolizam a conexão especial que D’us está fazendo com o povo. Que o signifcado não está na roupa em si ou, em sua riqueza, mas no esplendor que a atividade religiosa representa:a oportunidade de que cada tem de se conectar com a Presença Criadora .

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s