Israel 69 anos: Tecnologia que salva vidas na África

Roberto Camara Jr.

Que Israel, aos seus “poucos” 69 anos é uma potência tecnológica ninguém pode contestar. Afinal, o mundo inteiro já ouviu falar e sabe dos milagres da irrigação por gotejamento, dos aplicativos/ aparelhos que revolucionaram a comunicação e o transporte, os avanços médicos e tecnologias que podem soar básicas, mas que salvam incontáveis vidas todos os dias. O que poucos conhecem, e que normalmente não aparece nos telejornais, é a outra Israel. A Israel que usa esta tecnologia para salvar vidas por toda a África.

Os laços de Israel com o continente africano começaram a se forjar já na década de 50. Em 1956, Gana foi o primeiro a ter relações diplomáticas e a partir daí,  outros 33 países o acompanharam até a década de 70 quando, por pressão dos países árabes durante a Guerra de Yom Kipur, muitos destes cortaram relações. Somente Malawi, Lesoto e Suazilândia mantiveram relações diplomática totais com Israel.
Esta situação, porém, não durou muito e a partir dos anos 80 as relações com os países ao sul do Saara voltaram a se normalizar, e hoje já são 39 aqueles que mantém contatos diplomáticos totais com o “jovem/velho” país.

Siera Leone, Sudão do Sul, Quênia, Libéria e Uganda, são exemplos de países africanos atendidos por uma única organização assistencial israelense: a IsraAid. Que leva tecnologia de irrigação, tratamento de água e técnicas avançadas de agricultura.

Segundo a ONU, cerca de 783 milhões de pessoas na África subsaariana não tem acesso a água potável. Para mudar isso, a Water-Gen desenvolveu um equipamento capaz de limpar até 238 litros de água com uma única bateria.
Já a IDE Technologies, leva a sua expertise em dessalinização para o mesmo objetivo: levar água potável à quem precisa.
Outra ONG israeli, a Innovation: africa, tenta suprir outra necessidade que hoje é básica: Eletricidade. Sem eletricidade não há energia para que os computadores que coordenam a irrigação por gotejamento funcionem. Sem ela, as baterias dos equipamentos de purificação de água não podem ser recarregadas. Para isso se utiliza de uma tecnologia amplamente utilizada por todo o país: painéis solares.
Enquanto isso, médicos ao redor do mundo, aproveitam as inovações israelenses também na medicina. Da nanotecnologia da PillCam (uma câmera que pode ser engolida como uma pílula) ao desenvolvimento de proteínas e medicamentos para o tratamento de esclerose múltipla.
Toda esta tecnologia não é à toa. Israel é um dos países que mais investe em Pesquisa e Desenvolvimento em relação ao seu Produto Interno Bruto e, em proporção ao tamanho da mão-de-obra, é o que ostenta o maior número de autores publicados nos campos das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina.

Uma coisa é fato: Não importa onde esteja, em Gana, Tóquio ou aqui mesmo em Salvador, em algum momento do dia, você terá algo com tecnologia israelense ao alcance da sua mão.

Nada mal para uma “jovem” nação.

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