PARASHAT BEHAR-BECHUCOTAI

Por Marcos “Moti Sefaradi” Wanderley

Temos esta semana um porção conjunta. Todas as vezes em que isso acontece é chamada de Parashat Mechubarot. Behar significa “No monte”. Esta porção trata das mitsvot referentes à terra de Israel e começa pelo ano sabático – Shenat Shemitá – em que não se deve trabalhar a terra nem colher a cada 7 anos e no 50º ano, ano do jubileu – leis do Shenat Haiobel – as terras retornam à herança ancestral. O Eterno promete que no sexto ano haverá produção de alimento suficiente para compensar o ano do descanso, já que a colheita será livre para os servos e animais. Nesta porção da Torá, há um princípio de Tsadacá em que devemos fazer justiça social com aqueles que necessitam e oferecer possibilidades para sairem da pobreza. Somos proibidos de cobrar juros quando emprestamos a outro judeu. Esta parashá chama a atenção para sermos justos nos negócios, compensar possíveis perdas do outro. Todos os servos judeus são libertados antes dos 50 anos. Em suma, são leis referentes às relações comerciais e de posse. Se outro judeu empobrecer, não poderá ser tratado como outro servo para não lembrar a terra do Egito. Tem-se que respeitar o jubileu. O final do capítulo 25, o Eterno relembra que nos tirou do Egito e que é o nosso D’s. No início do capítulo seguinte, chama a atenção para não sermos idólatras, para guardarmos os Shabatot e respeitarmos o Beit Hamikdash.

Bechucotai significa “Nos meus estatutos”. A porção Bechucotai segue enfatizando sobre os preceitos do Eterno, a importância do cumprimento dos estatutos dEle ligados também à perpetuidade da vida não só em termos de subsistência, como também em termos de proteção divina até contra os animais nocivos da terra e os inimigos, reafirmando a Sua aliança conosco. O Eterno evidencia ser zeloso pelo nosso povo, lembrando da nossa libertação do Egito. Esta porção enfatiza a importância da obediência ao Eterno e aos Seus estatutos, juízos e leis dadas no monte Sinai a Moshê Rabenu que devemos seguir irrestritamente e as consequências advindas do cumprimento ou não das mitzvot.

O último capítulo desta porção enfatiza o resgate de bens com valores bem concretos e diferentes categorias: apresentam-se os valores das pessoas, dos animais, das casas, primogênitos dos animais e do dízimo e como se processa a libertação de um voto.

A conjunção destas duas Parashiot pode levar-nos à reflexão de que devemos dar importância sim às nossas ações, à responsabilidade de cada um de nós diante deste compêndio de estatutos, preceitos e leis e como está no primeiro capítulo do livro de Salmos devemos meditar na Torá do Eterno dia e noite. Afinal, a Torá é o nosso guia para que tenhamos uma vida mais equilibrada. Em vista desta reflexão, podemos também afirmar que estamos em um momento propício para tudo isso, pois estamos numa caminhada espiritual através da contagem do Ômer desde o segundo dia de Pessach, em que nós refletimos sobre nossas ações a cada noite, observando como controlamos nossos ímpetos, evoluindo nas Sefirot espirituais nos preparando para a outorga da Torá em Shavuot que significa “juramentos” – este é um pacto duradouro entre o Eterno e o povo de Israel em que um não abandonará o outro…

Depois desta breve reflexão, chegamos ao fim de mais um livro da Torá que é Vayicrá (um livro de estatutos, leis e preceitos)…
Chazac Chazac, Venit’Chazec – Força! Força! Que Sejamos Fortalecidos!
Shabat Shalom Umevorach

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