Parashat BaMidbar

Por Moysés Sadigursky

Nesta semana iniciamos a leitura do quarto livro da Torá que foi intitulado em hebraico BaMidbar (no deserto), pois nele está narrada a história dos israelitas em sua longa permanência no deserto. A bíblia da versão dos setenta (septuaginta), do hebraico para o grego chamou este livro de Aritmoi, palavra grega que significa números. Em verdade o sentido que os setenta quiseram dar a palavra Aritmoi foi o dos censos. Em BaMidbar relata-se a história do povo de Israel em sua longa estadia no deserto. Quarenta anos da vida de um povo nômade num lugar estéril, sua luta e seu desejo de chegar à terra prometida.
A primeira parashá deste livro também denominada BaMidbar, o eterno fala a Moises, no deserto de Sinai, na tenda da assinação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída da terra do Egito, dizendo: recebei a soma de toda a congregação dos filhos de Israel por suas tribos, segundo os seus pais, todo homem da idade de 20 anos em diante, todos aqueles capazes de ir para o exército.
Após relacionarem os líderes das doze tribos de Israel os totais de homens entre as idades de 20 a 60 anos, de cada tribo são relatados.

Tribo de Ruben:               46.500
Tribo de Simão:                59.300
Tribo de Gad:                    45.650
Tri8ibo de Judah:             74.600

Tribo de Issachar:            54.400
Tribo de Zebulun:            57.400
Tribo de Efraim:               40.500
Tribo de Manasseh:       32.200
Tribo de Benjamin:         35.400
Tribo de Dan:                    52.700
Tribo de Asher:                41.500
Tribo de Naftali:               53.400
A soma de todos que foram contados foi de 603.550.
O senhor disse a Moises: somente a tribo dos levitas você não deve contar e nem somar ao número dos filhos de israel. Mas você deve responsabilizar os levitas pelo tabernáculo e tudo que pertence a ele, devem conduzir o tabernáculo e acampar em torno dele. Os levitas devem desmontar o tabernáculo para os deslocamentos e erigi-lo quando acampar. Qualquer estranho não levita deve ser impedido de se aproximar do tabernáculo.
Pousarão os filhos de Israel, cada homem junto ao seu acampamento ao redor do tabernáculo e cada homem junto a seu estandarte, segundo o seu exército.
Os que acamparem defronte do oriente serão os de estandarte do acampamento de Judah e os que acamparem junto a ele serão da tribo de Issachar e a tribo de Zebulum. Um total de 186.400 marcharão em primeiro lugar.
O estandarte do acampamento de Ruben estará ao sul e acamparão com ele a tribo de Simão e a tribo de Gad num total de 151.450. Estes marcharão em segundo lugar.
O estandarte de Efraim estará no lado do ocidente. Junto a ele estará a tribo de Manasseh e a tribo de Benjamin num total de 108.100. Estes marcharão em terceiro lugar.
O estandarte de Dan estará ao norte e acamparão com ele a tribo de Asher e a tribo de Naftali num total de 157.600. Estes marcharão em último lugar.
E falou o eterno a Moises dizendo: Eu consagrei para Mim todo o primogênito de Israel desde o homem ao animal serão meus. Eu Sou o Eterno.
E falou o eterno a Moises no deserto de Sinai dizendo: conta os filhos de Levi pelas casas de seus pais, por suas famílias, todo o varão da idade de um mês em diante. Foram contados 22.000.  As tarefas do tabernáculo foram distribuídas entre os filhos de Levi.
A porção da Torá conclui com as instruções dadas à família de Kehat, o segundo filho de Levi, pelo seu papel em lidar com as partes mais sagradas do Mishican.
Entende-se que após dois anos desde a saída do Egito havia a necessidade de um ajuste de conduta e o eterno instruiu a Moises e Arão para inicialmente fazer um censo dos filhos de Israel de idade a partir dos 20 anos de acordo com cada uma das tribos. Para o deslocamento harmônico e proteção do povo, os levitas foram determinados a acampar em torno e próximo do Mishican. Grupos de tribos foram distribuídos para acamparem ao norte, sul, oriente (leste) e ocidente (oeste).
Cada grupo deveria se deslocar numa ordem sequencial. Tudo bem organizado para evitar conflitos entre os grupos.
O centro do poder, o Mishican, era protegido pelos levitas e as tarefas de desmontagem e montagem foram bem distribuídas, cada família sabendo previamente o que tinham que fazer.
Chama a atenção a designação da família de Kehat para lidar com as partes mais sagradas do Mishican, entretanto não poderiam tocar na arca sagrada para não morrerem. Os Cohanim deveriam preparar a arca para que fosse transportada.
Seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta homens com idade de vinte a sessenta anos foram contados.  Se imaginarmos que mulheres, idosos e crianças seriam duas vezes este número, o povo de Israel no deserto seria de quase dois milhões. Um pouco mais que a população de Curitiba. Imagine o deslocamento deste número de pessoas através do deserto com dificuldade de agua, alimentação e eliminação dos dejetos sanitários. Só mesmo o nosso eterno, todo poderoso com o seu escolhido Moises para conseguir esta façanha.

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