Parashat Balak

Por Marcos “Moti Sefaradi” Wanderley

O rei Balac (filho de Tsipor) era rei de Moab, alertou a Bilam (filho de Beor) – um profeta não judeu, através de mensageiros, sobre o povo de Israel que se aproximava da terra de Moab. O rei Balac temia ao povo de Israel e ordenou a Bilam que amaldiçoasse o povo de Israel. Uma batalha espiritual está para ser travada. O Eterno proíbe ao profeta das nações que acatasse a ordem do rei moabita. O Eterno permitiu-se que ele fosse, mas que ele fizesse somente o que o Eterno ordenasse. Bilam saiu com sua jumenta e esta viu um mensageiro (anjo) do Eterno no caminho desviando-a para o campo. Bilam a espancou para retornar ao caminho que estava. Aconteceu três vezes até que o anjo do Eterno perguntou a Bilam diretamente a ele porque espancou a jumenta três vezes. Bilam justificou dizendo que pecou porque não sabia que era o anjo. O Eterno transforma as maldições em bênçãos, das quais surgiu a famosa oração “Ma Tovu”. O método para derrotar o povo seria o rompimento com a moralidade e a espiritualidade juntando as mulheres com as dos moabitas para adorarem os ídolos moabitas. Pinchas, neto de Aarão, por excesso de zelo, mata com uma lança um israelita e uma mulher. E morreram 24 mil israelitas com a praga… O Eterno não suporta a idolatria.

A história de Balac e Bilam nos deixa várias lições: uma é a de que devemos ter cuidado com o que ouvimos e como fazemos uso disso e mais, se não é de nossa conta aí é que não devemos dar ouvidos; não devemos prejulgar as pessoas e as situações. Por conta de situações parecidas houve até rabino que decretou lei proibindo, sob pena de excomungação, de alguém abrir uma correspondência que não era sua sem a permissão do verdadeiro destinatário.

 

Aprendemos nesta Parashá que o Eterno busca intervir, até certo ponto, sem interferir no livre arbítrio das pessoas, em nossas intenções e comportamentos que sejam negativos com consequências desastrosas. O Eterno orienta a manutenção do equilíbrio e do bom convívio entre as pessoas. A idolatria tira o foco da criação e a harmonia espiritual do mundo. A desobediência à Torá não deve fazer parte da nossa vida, devemos buscar sempre o equilíbrio sem extremismos. O Eterno sempre nos dá a oportunidade ao arrependimento sincero. Não devemos nunca nos comportarmos como um robô, apesar de tudo ter uma ordem, esta pode ser mudada devido às prioridades e circunstâncias e é claro sem interferir na santidade de nosso comportamento.

Assim como diz a canção “Ma Tovu”, não esqueçamos nunca da unidade do povo judeu, e também da unidade nuclear judia familiar para que estejamos sempre fortalecidos e assim como o Eterno nos manteve vivos no passado, nos mantém vivos ainda hoje… “Quão belas são as tuas tendas, ó Iaacov, as tuas moradas, ó Israel”

“Ma tovu ohalecha Iaacov, mishkenotecha Yisrael[…]”

 

 

Shabat Shalom Umevorach

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